Ricota cremosa

Para muita gente, ricota é sinônimo de queijo granulado, compacto e sem sabor. Talvez porque as referências que temos desse laticínio estejam quase sempre restritas às marcas populares e industrializadas disponíveis no mercado. Já notou que boa parte das receitas que leva ricota tenta “disfarçá-la”, acrescentando um ou outro ingrediente de personalidade mais marcante? Não à toa, é difícil encontrar quem sinta desejo por uma boa colherada de ricota, pura e simplesmente. Algumas poucas (e boas) marcas do gênero, no entanto, estão aí para derrubar esse mito. É verdade que elas são mais caras que as comuns, mas valem o investimento. É o caso da ricota produzida pelo laticínio Gioia, instalado na cidade de Atibaia, a 70 quilômetros de São Paulo. A pequena fábrica, que mescla técnicas artesanais e industriais, existe há quase meio século e comercializa, entre outros tipos de queijo, a ricota fresca, feita a partir de leite fresquíssimo de vaca fornecido por produtores locais. “Tem que ser leite integral, de boa qualidade”, avisa seu Darci, o homem por trás de todo o processo de fabricação. Ele diz que o segredo está no ponto de corte, para segurar o soro, e no tempo de secagem da massa. O resultado é uma ricota macia, aveludada e cremosa, boa para comer pura ou com um singelo fio de azeite .


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